ARTISTS


RAPHAEL  OBOE

SP / 1997
Vive e trabalha em Jundiaí (SP) [Lives and works in Jundiaí (SP)]
Raphael Oboé (1995) é natural de Jundiaí, interior de São Paulo. Seu interesse pela arte vem desde a infância, e aos 15 anos começou a desenvolver sua expressão artística por meio da pichação e do grafite. Mais tarde, o contato com tradições artísticas de povos originários sul-americanos transformou sua produção, tanto na arte de rua, onde o artista desenvolveu uma extensa trajetória, quanto na cerâmica, sua principal mídia de traba-
lho atualmente. Através da cerâmica, Oboé entrelaça elementos de sua história pessoal, resgatando memórias familiares e explorando processos de miscigenação e apagamento identitário, fazendo referência de modo empírico e intuitivo às tradições ancestrais na arte dos povos da América Latina.

O trabalho e pesquisa de Oboé ganharam mais amplitude em 2019, quando o artista sofreu um grave acidente automobilístico que o deixou acamado por dois anos. Durante esse período, dedicou-se ao estudo intensivo de técnicas cerâmicas, minerais e culturas relacionadas, promovendo uma pesquisa aprofundada nesse campo enquanto lidava com diversas cirurgias e desafios psicológicos decorrentes da debilidade temporária. Utilizando sua experiência como ferramenta de transformação pessoal, o corpo de trabalho do artista é um processo de ressignificação da dor e do trauma.

Oboé já realizou três exposições individuais, além de participar de mostras coletivas como “O meio é a massagem” na Galeria Simões de Assis e “Pedra Viva Serra da Capivara: o Legado de Niède Guidon” no Museu Brasileiro da Escultura.


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Raphael Oboé (1995) is a native of Jundiaí, in the countryside of São Paulo, Brazil. His interest in art dates back to his childhood, and at the age of 15, he began developing
his artistic expression through graffiti and street art. Later on, encounters with artistic traditions of South American First Nations transformed his production, both in street art, where the artist developed an extensive trajectory, and in ceramics, his primary medium of work today. Through ceramics, Oboé intertwines elements of his personal history, re- trieving family memories and exploring processes of miscegenation and identity erasure, referencing ancestral traditions in the art of Latin American peoples in an empirical and intuitive manner.

Oboé’s work and research gained momentum in 2019 when the artist experienced a se- rious car accident that left him bedridden for two years. During this period, he dedicated himself to intensive study of ceramic techniques, minerals, and related cultures, conduc- ting in-depth research in this field while coping with various surgeries and psychological challenges resulting from temporary disability. Using his experience as a tool for perso- nal transformation, the artist’s body of work represents a process of reframing pain and trauma.

Oboé has held three solo exhibitions and participated in group shows such as “The Me- dium is the Massage” at Galeria Simões de Assis and “Living Stone Serra da Capivara: The Legacy of Niède Guidon” at the Brazilian Museum of Sculpture.